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	<title>Comentários em: Mas não era suposto!?</title>
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	<description>Ana Coelho</description>
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		<title>Por: Nunes</title>
		<link>http://psicologicamentefalando.wordpress.com/2008/03/26/mas-nao-era-suposto/#comment-31</link>
		<dc:creator>Nunes</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2008 22:42:46 +0000</pubDate>
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		<description>Os Serviços de Psicologia e Orientação foram criados como equipas multidisciplinares em 1991, mas nunca se abriu concurso para Técnico de Serviço Social, nem se formou mais Conselheiros de Orientação, e o último Concurso para psicólogo foi há 8 anos e nem todas as Escolas o têm. A maioria dos psicólogs só progrediu ainda uma categoria enquanto noutros serviços ou Ministérios já estariam como Assessores (não somos pois culpados do défice)! 

As necessidades de apoio psicológico dos Alunos, das Famílias, dos Docentes e de outro Pessoal não-Docente exige o alargamento da rede dos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO&#039;s). Todavia a contratação avulsa de psicólogos para as Escolas sem serem colocados nos SPO&#039;s pode ser contraproducente a diversos níveis: Em temos de eficácia, deontologicamente e porque não irão ter o enquadramento legal, a orientação e coordenação técnica-científica dos Serviços de Psicologia e Orientação, para não falar da precariedade do seu vínculo laboral. É também incompreensível porque é que desde 1991 nunca se abriu concurso para Técnico de Serviço Social dos SPO&#039;s!

Tal como diz um colega meu – cito João – em http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323717&amp;idCanal=58.
&quot;A intervenção de Técnicos (Psicólogos, Serviço Social, mediadores) não deve ser organizada como resposta a situação de crise em exclusivo. Foi essa visão limitada e tacanha de gestão de recursos humanos de mercearia que nos conduziu onde estamos hoje. Já existe o Serviço de Psicologia e Orientação que devia concentrar Psicólogos, Técnicos de Serviço Social e outros e trabalhar numa lógica de Prevenção Primária e Secundária e não apenas remediação. É atentar ao estado em que está a rede deste Serviço que logo perceberão a qualidade das políticas nesta área. Navegam à vista os senhores do ME!&quot; 

Mas há outros problemas:

Os alunos não são, felizmente, todos iguais. Deste facto decorre uma das exigência de ser-se Professor - saber gerir essas diferenças no espaço de sala de aula.
Há alunos diferentes e o Ministério da Educação devia tê-los protegido ao rever o Decreto-Lei 319/91, com o Decreto-lei 3/2008. No entanto esqueceu, designadamente, os alunos sobredotados. Todavia o ME da Educação, através do Júri Nacional de Exames, também esqueceu os alunos disléxicos diagnosticados, ou com PEI elaborado, no 3º Ciclo do Ensino Básico. Esta medida contraria a prática das Escolas desde 1991 e contraria a autonomia técnica e científica dos Psicólogos dos Serviços de Psicologia e Orientação do ME. Não encontro efectivas vantagens nestas pequenas reformas, pelo contrário, empobrece a capacidade de resposta do Sistema Educativo a esses alunos diferentes</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Os Serviços de Psicologia e Orientação foram criados como equipas multidisciplinares em 1991, mas nunca se abriu concurso para Técnico de Serviço Social, nem se formou mais Conselheiros de Orientação, e o último Concurso para psicólogo foi há 8 anos e nem todas as Escolas o têm. A maioria dos psicólogs só progrediu ainda uma categoria enquanto noutros serviços ou Ministérios já estariam como Assessores (não somos pois culpados do défice)! </p>
<p>As necessidades de apoio psicológico dos Alunos, das Famílias, dos Docentes e de outro Pessoal não-Docente exige o alargamento da rede dos Serviços de Psicologia e Orientação (SPO&#8217;s). Todavia a contratação avulsa de psicólogos para as Escolas sem serem colocados nos SPO&#8217;s pode ser contraproducente a diversos níveis: Em temos de eficácia, deontologicamente e porque não irão ter o enquadramento legal, a orientação e coordenação técnica-científica dos Serviços de Psicologia e Orientação, para não falar da precariedade do seu vínculo laboral. É também incompreensível porque é que desde 1991 nunca se abriu concurso para Técnico de Serviço Social dos SPO&#8217;s!</p>
<p>Tal como diz um colega meu – cito João – em <a href="http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323717&amp;idCanal=58" rel="nofollow">http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323717&amp;idCanal=58</a>.<br />
&#8220;A intervenção de Técnicos (Psicólogos, Serviço Social, mediadores) não deve ser organizada como resposta a situação de crise em exclusivo. Foi essa visão limitada e tacanha de gestão de recursos humanos de mercearia que nos conduziu onde estamos hoje. Já existe o Serviço de Psicologia e Orientação que devia concentrar Psicólogos, Técnicos de Serviço Social e outros e trabalhar numa lógica de Prevenção Primária e Secundária e não apenas remediação. É atentar ao estado em que está a rede deste Serviço que logo perceberão a qualidade das políticas nesta área. Navegam à vista os senhores do ME!&#8221; </p>
<p>Mas há outros problemas:</p>
<p>Os alunos não são, felizmente, todos iguais. Deste facto decorre uma das exigência de ser-se Professor &#8211; saber gerir essas diferenças no espaço de sala de aula.<br />
Há alunos diferentes e o Ministério da Educação devia tê-los protegido ao rever o Decreto-Lei 319/91, com o Decreto-lei 3/2008. No entanto esqueceu, designadamente, os alunos sobredotados. Todavia o ME da Educação, através do Júri Nacional de Exames, também esqueceu os alunos disléxicos diagnosticados, ou com PEI elaborado, no 3º Ciclo do Ensino Básico. Esta medida contraria a prática das Escolas desde 1991 e contraria a autonomia técnica e científica dos Psicólogos dos Serviços de Psicologia e Orientação do ME. Não encontro efectivas vantagens nestas pequenas reformas, pelo contrário, empobrece a capacidade de resposta do Sistema Educativo a esses alunos diferentes</p>
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